sexta-feira, outubro 07, 2005

Obrigado Miguel

Com o encerramento da campanha para as eleições autárquicas de Domingo próximo, este será porventura o meu último post neste blogue.

Finalizo, por isso, a minha presença neste blogue fazendo um apelo ao voto em Miguel Ginestal no próximo Domingo.

Não farei aqui qualquer referência às qualidades de Miguel Ginestal, precisamente por considerar que qualquer palavra seria limitativa para definir a integridade humana e a capacidade de visão futurista do nosso candidato, que se traduziu num projecto de inovação e de modernidade para um Concelho asfixiado por 16 anos de mandatos ininterruptos de poder absoluto laranja.

Contra a arrogância e o autismo de Fernando Ruas e do PSD, Miguel Ginestal e a sua equipa responderam com a humildade e a vontade política, percorrendo todas as ruas da cidade e das aldeias, ouvindo os viseenses e criando assim uma nova relação de diálogo entre os eleitos e os eleitores.

Contra a prepotência do “eu quero, eu posso e eu mando” de Fernando Ruas e do PSD, Miguel Ginestal e a sua equipa responderam com uma campanha feita para e pelos cidadãos e cidadãs, com uma grande mobilização da sociedade civil, tendo sempre como principal referência a valorização das pessoas e dos seus problemas, das suas preocupações e das suas expectativas.

Contra o conformismo e o imobilismo de Fernando Ruas e do PSD, Miguel Ginestal e a sua equipa foram ao encontro das pessoas e dos seus problemas. Foram ao encontro das cinco mil pessoas que hoje se encontram em Viseu excluídas do mercado de trabalho.

Dos 500 professores que ficaram sem colocação no nosso Concelho

Das pessoas que vivem nas aldeias com oportunidades desiguais em relação às pessoas que vivem na cidade.

Dos jovens que se vêem sem acesso à primeira habitação, que nem sequer lhes dão a oportunidade de construir a sua casa na aldeia onde nasceram.

Das mães e dos pais que se desdobram em esforços para garantir um almoço aos filhos que têm a estudar em escolas primárias sem condições e incapazes de garantir uma refeição condigna aos seus alunos.

Dos empresários e dos empreendedores que pagam derrama à taxa máxima, que compram um m2 no Parque Industrial de Coimbrões a peso de ouro e que tantas vezes se sentem condenados a ter de abandonar este Concelho, não para irem localizar as suas empresas para os Países do Leste, mas sim para Tondela, Nelas e Oliveira de Frades.

De qualquer pessoa que tenha cometido o crime de adquirir um pequeno direito de propriedade que a obriga a pagar IMI numa proporção extrema.

Da própria cidade de Viseu, vítima do betão e do alcatrão de uma Câmara Municipal que se transformou numa espécie de empresa de construção civil. De uma Câmara Municipal que não despoluiu o Rio Pavia, que não construiu espaços verdes, que não protegeu as florestas, que não resolveu os problemas do saneamento básico, que esqueceu os idosos e os condenou ao abandono em aldeias abandonadas e em ruínas, ao mesmo tempo que alimentou clientelas insaciáveis do partido, que sujeitou os interesses públicos aos interesses privados, que gastou mal em Pavilhões Multiusos sem qualquer uso, em túneis de granito que só atraíram confusão para as já congestionadas redes viárias da cidade, que se deu ao luxo de bordar em granito os passeios da nova Avenida que liga o Palácio de Gelo ao Viso, quando por todo este Concelho se vê tantas situações dramáticas de miséria e de exclusão social…

Perante tudo isto, Miguel Ginestal e a sua equipa deram a conhecer um projecto diferente, uma verdadeira alternativa, credível e humana, com ideias novas protagonizadas por pessoas novas, com currículos profissionais brilhantes que me permite dizer que a política precisa mais delas do que elas precisam da política. Ideia, claro está, de que a candidatura do PSD e de Fernando Ruas não se pode orgulhar.

Mudar já não é útil nem sequer necessário. Em Viseu mudar tornou-se em algo de indispensável e de inadiável. Obrigado, Miguel, por teres protagonizado essa mudança com a determinação, juventude, coragem e brilhantismo que te conhecemos. Até Segunda-Feira, Sr. Presidente.

quarta-feira, outubro 05, 2005

TEMOS QUALIDADE!!

segunda-feira, outubro 03, 2005

Viseu e o desemprego

«Perguntem a qualquer pessoa quem é, e ela responderá dizendo o seu nome e profissão». Foi assim que Olof Palme, num discurso proferido na Universidade de Harvard, mostrou numa das suas mais brilhantes intervenções políticas o modo como o emprego está intimamente ligado ao sentido de vida das pessoas e à sua própria identificação enquanto seres humanos. O desemprego é um drama e uma violência cometida sobre as pessoas, e um perigo para as democracias modernas, porque gera a desconfiança das pessoas em torno das instituições em que a democracia se baseia e se constrói.

O desemprego não é só a causa de uma inevitabilidade gerada por um panorama económico desfavorável, nem muito menos a causa de uma política do Estado. O desemprego é também o resultado das políticas praticadas em cada município. Só assim se explica que a média da taxa de desemprego no Distrito de Viseu se situe nos 4,9%, e a taxa de desemprego no Concelho de Viseu se situe nos 11,2%. A Câmara Municipal de Viseu consegue ser, em simultâneo, um dos maiores empregadores de cunhas e de tachos de sabor a laranja, e um dos maiores desempregadores de cidadãos e de cidadãs, que ora se vêem durante anos inscritos na lista de espera do Centro de Emprego de Viseu, ou ora se vêem na inevitabilidade de irem trabalhar para Tondela, Nelas ou Oliveira de Frades. Neste Distrito está tudo ao contrário. Em vez de serem Concelhos como Tondela, Nelas ou Oliveira de Frades a tornarem-se em dormitórios da cidade de Viseu, foi Viseu que tornou num dormitório de Tondela, Nelas e Oliveira de Frades.

Ao contrário dos outros Concelhos do País, o problema de Viseu não são as empresas que se deslocalizam para a China ou para os Países de Leste, mas as empresas que se vêem obrigadas a deslocalizarem-se para Tondela, Nelas ou Oliveira de Frades. Porque em Viseu os parques industriais servem não as empresas que se querem fixar, mas sim o mercado imobiliário e os seus interesses especulativos. Porque em Viseu, a derrama é aplicada à taxa máxima não existindo qualquer benefício ou factor atractivo para uma empresa que se queira fixar no nosso Concelho. Porque a Câmara Municipal de Viseu, em vez de ser um agente activo e promotor da iniciativa privada, tornou-se ela própria num especulador imobiliário, fazendo lembrar o dia em que a Câmara Municipal de Aveiro ofereceu uma quinta para se construir uma Universidade, e Viseu, no mesmo dia, pretendeu vender a peso de ouro o terreno para uma mesma Universidade.

O resultado é óbvio: 11,2% de taxa de desemprego e a honra de Viseu conseguir ser a única capital de Distrito neste País que não foi capaz de atrair, nos últimos dez anos, uma única empresa com mais de cinquenta trabalhadores.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Nem de propósito

Dois dias depois de ter comparado neste blogue a Câmara Municipal de Viseu a uma empresa de construção civil, eis que Fernando Ruas vem concordar com as minhas palavras no Diário Regional de Viseu ao responder "Não, eu acho é que as pessoas não perceberam nada. Isto é como qualquer pessoa que já construiu a sua casa e sabe que tem que fazer primeiro a construção civil...". Obrigado, Dr Ruas, mas não havia necessidade.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Mais de 500 anos depois de Vasco da Gama ter conseguido ligar a Europa à India por transporte marítimo, eis que o Presidente Fernando Ruas consegue o feito de ligar aqui o Rossio a Ribafeita por transporte público. Parabéns como sempre, não é Sr. Presidente!...

terça-feira, setembro 27, 2005

Candidatura de qualidade

Uma candidatura constrói-se conjugando duas qualidades: a qualidade dos candidatos e a qualidade das ideias que eles transmitem.

Depois da candidatura de Miguel Ginestal ter provado a sua abertura à sociedade civil e de a ela ter atraído pessoas com um elevado e reconhecido mérito progressista e desenvolvimentista ao serviço da região, agora é a vez da candidatura de Miguel Ginestal ter mostrado a qualidade do seu programa de governo municipal a partir das ideias inovadoras que fez questão de expôr nos seus novos Outdoors.

Temos, pela conjugação da qualidade dos candidatos e das ideias, uma boa candidatura à Câmara Municipal de Viseu.

Por sua vez, a candidatura de Fernando Ruas não só se limita a apresentar, para a Câmara Municipal de Viseu, uma lista de professores reformados, como ainda apresenta à Assembleia Municipal uma lista do século passado sem mulheres e sem jovens, para já não falar da lista de retornados políticos que o PSD apresenta em tantas freguesias, de candidatos que se transferiram do PS ou do CDS-PP para o PSD, transformando estas autárquicas numa espécie de mercado livre de transferências de jogadores da bola.

Da parte dos candidatos, o pior cenário que se poderia imaginar é mesmo aquele que estão a ver. Do lado das ideias, parece que estas estão para o PSD como a água está para o País: sente-se uma escassez profunda. Nem em cartazes, nem em folhetos e nem sequer no seu site de campanha, se conhece a Fernando Ruas uma ideia para o Concelho.

Depois de 16 anos de poder absoluto laranja, sente-se que pouco ou nada se fez em Viseu, senão construir bairros de betão e rasgar umas Avenidas com alcatrão e com os passeios bordados em granito. Mas para isso não teria sido necessário haver um Presidente de Câmara em Viseu nem muito menos um séquito de professores reformados. Bastaria contratar uma empresa de construção civil que a dita obra também apareceria feita. "O desafio é crescer", parece-se mesmo um slogan à escala de uma estratégia de marketing de uma empresa de construção. Para o caso da recandidatura de Fernando Ruas, slogan mais adequado não seria possível imaginar.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Parques Infantis em S. João de Lourosa ? NÃO EXISTEM !

Onde brincam as nossas crianças?

Na Gândara , existia aqui um pequeno parque para os meninos.

Hoje, está a ser pavimentado com cubos de cimento, e irá servir de passeio.
Sem mais.

Aspecto do antigo Parque Infantil de Oliveira de Barreiros... não tem um único equipamento infantil !

É um pequeno largo , que tem serventia da corda de roupa...

PALAVRAS PARA QUÊ ?

terça-feira, setembro 20, 2005

S. João de Lourosa- Freguesia Sem Desporto

Polidesportivo da Gândara: Degradado e sem condições de segurança

Ausência de infraestruturas Desportivas .
Infraestruturas Degradadas


sábado, setembro 17, 2005

Gândara- S. João de Lourosa

Espaço criado pela Associação Cultural e Desportiva de S. João de Lourosa, em 1980, com a ajuda de toda a população . Tinha projectado um Centro de Dia . Entregue a chave à Junta de Freguesia , há cerca de 12 anos, ficou esta responsável por este edifício, feito pelo povo e para o povo.
Este é o seu ruinoso estado actual.

Degradação e vandalismo total .



quarta-feira, setembro 14, 2005

Troca de ideias...

Lanço um desafio:
Para quem ouviu o debate dos candidatos a CMV na TSF, que tal uma pequena troca de ideias sobre o debate?
Os temas foram vários, desde o Rio Pavia aos esgotos a céu aberto, a comparação das aldeias do concelho a cidade.Vamos fazer uma troca de ideias e opinar sobre o debate e para quem não ouviu o debate, também pode e deve opinar sobre os vários temas.
Temas esses que nestes últimos tempos não são "falados" aqui neste mesmo blog. O que tem acontecido aqui são insultos por todos lados. O "A" que fala da vida do "B" e vice-versa!

Vamos discutir o que é realmente importante para os viseenses e para Viseu!
Aceitem este desafio que vos lanço.

Um Abraço Jovem Socialista

Programa Eleitoral do PSD para S.J. Lourosa

PROGRAMA ELEITORAL DO PSD PARA S. JOÃO DE LOUROSA

PROGRAMA ELEITORAL DO PSD PARA 2006/2009
FREGUESIA DE S. JOÃO DE LOUROSA
SABEMOS O QUE FIZEMOS, SABEMOS O QUE FALTA FAZER

Campo Social:
- Implementar o apoio domiciliário em toda a Freguesia e implementação do Centro de Dia na Gândara.
- Continuação do programa de ajuda ás famílias mais carênciadas, para ligação de água, saneamento e iluminação ás suas habitações.
- Recuperação e ampliação do edifício da Junta de Freguesia.

Campo Cultural:
- Apoio ás Associações da Freguesia para desenvolvimento de actividades culturais.

Campo Desportivo:
- Apoio ás Associações interessadas na criação de clubes para a prática desportiva dos Jovens.
- Implementação do desporto Senior
- Requalificação do parque desportivo da Gândara, com electrificação do mesmo.
- Construção, de mais Polidesportivos noutras povoações, desde que estas colaborem na estratégia dos terrenos.

Ambiente:
- Recuperação de Caminhos para melhorar os acessos ás zonas florestais.
- Plantação de árvores em locais apropriados
- Recuperação de Zonas para Jardins Públicos.
- Ampliação dos ecopontos existentes "


Lido em : http:www.fernandoruas.com/candidatos_juntas/S _Joao_Lourosa_programa_eleitoral

Comentário: este é um programa eleitoral elaborado para os cerca de 4.200 habitantes que tem a nossa freguesia..

S. João de Lourosa MERECE MAIS, MUITO MAIS.

segunda-feira, setembro 12, 2005

O hino da hipocrisia

Se houvesse um hino musical dedicado à hipocrisia política, certamente o vereador Guilherme Almeida já seria hoje a musa de uma música.

A avaliar pelo que li aqui, este subdito do Dr. Rua(s) acusa Correia de Campos de "enterrar a Universidade Pública e minimizar o IPV". Ouvindo melhor as suas declarações na Rádio no Ar, este subdito vem ainda comparar as intervenções de Correia de Campos a umas tais aparições públicas. Acontece pois, que as declarações de Correia de Campos na sua primeira aparição pública tiveram a reacção positiva do Presidente do IPV, Dr. Antas de Barros. Curiosidade ou não, podemos encontrá-lo aqui, em pleno site de candidatura do Dr. Rua(s), na função agora de mandatário da candidatura do Dr. Rua(s). Pois claro!...

domingo, setembro 11, 2005

Troço de Via Romana em Coimbrões- S. João de Lourosa

A preservação e a defesa do Património tem por fim a salvaguarda de valores Culturais , Artísticos e de Colectividade , e é um legado às gerações futuras o seu bom estado de conservação.
A Via Romana de Coimbrões , foi instituída no Municipio de Viseu pelo D.L nº 29/90 e como de interesse público.
É a via romana de melhor qualidade arquitectónica a nível da Europa.















A C.M.V , pelas competências que lhe são atribuídas, tem a obrigação de fazer a manutenção e recuperação do nosso património histórico.

O estado actual da Estrada Romana de Coimbrões, é o que vê nas fotografias... ( clique com o rato duas vezes em cima das fotografias para ver melhor)
Não a limparam . Não a cuidaram e estimaram. O recente incêndio , fez o resto...
Lamentável , é pois a forma como a CMV e respectiva Junta de Freguesia tratam o nosso milenar património histórico.
Com Incúria .
Com Desprezo Absoluto.
Vá lá ver e observar. Ficará sem palavras.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Quem tem medo compra um cão

Prepotência, arrogância, vaidade, falta de respeito, má educação, intolerância, malvadez são apenas algumas das muitas razões que podem ter levado Fernando Ruas a passear ontem o seu cão em Marzovelos na precisa hora em que deveria estar a participar num debate televisivo na RTP1.

Para quem diz que responde pelo que faz, o facto de faltar a um debate desta natureza, onde teria a oportunidade de responder pelo que fez perante a sua oposição e no ecrã das televisões de todos os viseenses, revela o autismo que o poder ininterrupto provoca, manifestando o que de pior Fernando Ruas tem.

E o mais grave, o mais odioso, é que Fernando Ruas dá a imagem que Viseu se vendeu à Madeira, transformando-se na colónia do Dr. Alberto João Jardim no Continente Português, onde a democracia passou a ter donos e o 25 de Abril a ser comemorado no mesmo local onde descansam os mortos.

Dir-me-ão para me calar. Porque Ruas passou, viu e venceu. Mas também Alberto João Jardim vence eleições na Madeira, tal como Avelino Ferreira Torres vence em Marco de Canavezes e Valentim Loureiro vence em Gondomar. E num caso mais extremo, como Saddam Hussein vencia as eleições no Iraque, com um record de 100% de votos a favor.

Mas o que se passa em Viseu, à sua dimensão, não é assim tão diferente.

Estou na política activa há cinco anos. E há cinco anos que contacto diariamente com muitas pessoas. E são tantas, mesmo tantas, as pessoas que já me disseram que gostariam de poder começar a participar em partidos políticos e em projectos de renovação geracional. E foram tantas, mas tantas, as pessoas que me disseram que não o poderiam fazer porque tinham medo que isso prejudicasse a sua profissão, ou que os seus filhos tivessem dificuldades em arranjar depois emprego, ou que o projecto que tinham na Câmara em espera não fosse aprovado. Em Viseu reina uma campanha de terrorismo político de dimensão inimaginável. É a lei de Fernando Ruas, o presidente implacável. Mas que na hora da verdade falta ao combate político e foge ao confronto com Miguel Ginestal.

Há quem diga que quem tem medo compra um cão. Pois bem, ontem, na hora do debate da RTP1, Ruas passeava um animal desses em Marzovelos. Dr. Ruas, desculpe lá mas chegou a hora de ir para a rua...


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quinta-feira, setembro 08, 2005

Os primeiros a abandonar o navio são os ratos



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Momento light em São João de Lourosa

Porque há mais vida para além do combate político.

" PROIBIDA A PASSAGEM DE QUADRIGAS ROMANAS COM MAIS DE 3,6 m- ESTRADA ROMANA de
S. JOÃO DE LOUROSA " ,





publicada no Jornal do Centro , Foto da semana de 2 de Setembro de 2005, by ana paula madeira ( copy right)



Um espaço para sonhar e criar

Os últimos doze anos de governação municipal de Fernando Ruas revelaram uma autêntica ausência de políticas recreativas e culturais. Com o aparecimento do projecto Viseu Naturalmente, há dez anos atrás, pensaríamos nós que estaríamos a entrar numa nova fase na vida da nossa cidade no que respeita à promoção da cultura no nosso Concelho. Puro engano!... Depois de três ou quatro edições com relativo sucesso, principalmente na promoção de bandas musicais locais, o projecto caíu no esquecimento e esvaziou todo o seu conteúdo. Nova esperança poderia ter renascido com o aparecimento do Conselho Municipal de Juventude. Mas não, porque colocar o catastrófico vereador Guilherme Almeida à frente deste orgão consultivo é o mesmo que condená-lo à sua extinção, o que a continuar assim deveria acontecer, visto que nele deixou de haver qualquer debate de ideias para passar a ser um palco para o "Dr." Guilherme falar, e é óbvio que a juventude deste Concelho tem algo mais para fazer do que ouvir os discursos provincianos deste catastrófico vereador. Com a saída do vereador Moreira Amaral do Conselho Municipal de Juventude, que é reconhecidamente melhor e mais competente que o vereador Guilherme, a política de juventude passou a ser confundida com uma política exclusiva de levar as crianças ao circo e ao futebol. O pouco que poderia haver de bom acabou. Por exemplo: o que é feito do Festival de Música Moderna, criado pelo Conselho Municipal de Juventude na altura do vereador Moreira, e que apenas conheceu a primeira edição, há cinco anos atrás, quando tinha ficado definido que teria uma realização anual?

Por isso, há que dar um novo rumo às políticas de Juventude. Para tal, deixo aqui no blog do nosso candidato Miguel Ginestal a ideia da criação da "CASA MUNICIPAL DA JUVENTUDE", tal como já existe em vários Concelhos, principalmente capitais de Distrito. Essa Casa Municipal de Juventude deverá servir para promover políticas de juventude feitas pelos próprios jovens, ou seja, deveria criar as condições necessárias para que fossem os próprios jovens a criar cultura.

Assim, dever-se-ía utilizar um edifício sem uso em Viseu, que não o Pavilhão Multiusos, e aí criar um espaço com várias salas onde os jovens pudessem criar, como seja um espaço para cinema, vídeo e multimédia, um espaço para conferências e workshops, um espaço para exposições, um espaço para teatro, música e dança e um espaço para festas e comemorações.

Deste modo, estariam criadas as condições para se poder concretizar uma efectiva política de juventude no nosso Concelho a partir de uma Casa Municipal de Juventude concebida como um espaço para sonhar e criar.
Viseu é o cavaquistão, vejam aqui o resultado!...

quarta-feira, setembro 07, 2005

OLIVEIRA DE BARREIROS- Setembro 2005

Ausência de Politicas Sociais : Pobreza Extrema

Estas pessoas não receberam o CHEQUE da C. M. V. no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Casa degradada.
Frio/ Calor , intensos.
Falta de higiene.
Pobreza.







O vírus da democracia

Se as listas que referi no post anterior são francamente más, já os cabeças de lista do PSD às Juntas de Freguesia conseguiram transformar as eleições autárquicas numa espécie de mercado livre de jogadores da bola, sem regras, sem ética e sem qualquer pudor, contagiando a democracia com o vírus do oportunismo circunstancial, do pior que há.

É que, conforme se pode verificar no site do Dr. Rua(s), em pelo menos três freguesias o PSD concorre com Presidentes de Junta que venceram um primeiro mandato por um outro partido político e que agora trocaram de camisola.

A pergunta torna-se pertinente: o que move um Presidente de Junta, eleito por um partido político, a ser candidato por um outro partido em eleições sequentes? A pergunta é óbvia e mereceria uma resposta daquele que diz que responde pelo que faz.

O problema é que, em política, a mudança de camisola de um Presidente de Junta é muito diferente da mudança de camisola de um jogador de futebol, do mesmo modo que ser-se empresário de jogadores de futebol é muito diferente de ser-se empresário de Presidentes de Junta.

Mas em Viseu reina a lei do faroeste, onde um Presidente de Câmara se pode tranformar em empresário de Presidentes de Junta e depois se orgulha de apresentar cabeças-de-lista a freguesias que foram eleitos pelos partidos da sua oposição nas eleições anteriores, sabe-se lá a troco de quê ou, no mínimo, uma pequena razão que o possa justificar.

Daí que se entenda a falta de transparência que existe hoje no nosso Município, principalmente no que respeita às regras e critérios de distribuição do orçamento pelas Juntas de Freguesia, ou mesmo o cartão laranja que passou a ser um documento indispensável para a aquisição de um emprego na Câmara Municipal de Viseu ou para a resolução de qualquer processo ou projecto nas longas listas de espera do nosso Município.

Uma lista do século passado

Como se não bastasse a apresentação de uma equipa de professores reformados para a Câmara Municipal de Viseu, o PSD ainda teve a ousadia de apresentar para a Assembleia Municipal uma equipa cuja única renovação é a entrada de um antigo vereador e do sobrinho do próprio Fernando Ruas. De resto, tudo igual: os mesmos rostos e o mesmo abanar de cabeças a dizer "sim Sr. Presidente", "tem razão Sr Presidente", "assim é que é Sr. Presidente", mesmo sabendo da campanha manipuladora da mentira em volta do trabalho do Dr. Rua(s) e do seu séquito de professores reformados, que atinge o seu auge no recente cartaz a dizer 100% de saneamento, quando ainda este fim-de-semana visitei a freguesia de Calde onde os bombeiros têm de ir todas as semanas distribuir água à população de aldeias com esgotos a céu aberto.
Mas o pior, é que em 25 nomes da Assembleia Municipal, o PSD apenas apresenta duas mulheres, como se vivessemos ainda no século em que as mulheres tinham de ficar em casa a cuidar da família e não podiam ter participação cívica nem política. Por tudo isto, esta lista de Fernando Ruas é uma lista do século passado.

segunda-feira, setembro 05, 2005

PS Denuncia Esgotos a Céu Aberto - Lido no "Jornal do Centro"

Polí­tica "JORNAL DO CENTRO" – Edição de Sexta Feira – 2 de Setembro de 2005

Viseu PS denuncia esgotos a céu aberto

Texto Fernando Giestas

Esgotos a correr directamente para ribeiros com Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) mesmo ao lado (Póvoa de Sobrinhos), ETAR que não funcionam apesar de estarem prontas (Lourosa de Baixo e Póvoa de Moscoso), "a única ETAR do mundo que encerra ao fim-de-semana" (Coimbrões), o "esgoto Pavia", são alguns dos maus desempenhos ambientais denunciados pelos membros da equipa do PS que se candidatam aos órgãos do município de Viseu, nas próximas eleições autárquicas.
O candidato à Câmara Municipal de Viseu, Miguel Ginestal, alerta que "as linhas de água, no concelho, estão em muito mau estado" e atribui à autarquia o grosso da responsabilidade, porque, à tradicional recolha dos esgotos, não associa o tratamento das águas. Apesar da lacuna, os munícipes "andam a pagar taxa de saneamento, convencidos de que as ETAR estão a funcionar" (Póvoa de Moscoso e Lourosa de Baixo) - denuncia Ginestal rebate ainda os cartazes de campanha da recandidatura do actual autarca Fernando Ruas que propagandeiam que o concelho tem cem por cento de cobertura de saneamento básico. "É um insulto" - considera o candidato do PS. O presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, não responde às acusações dos candidatos adversários enquanto não começar a campanha eleitoral, mas acaba por admitir uma contradição entre os cartazes e a realidade, ao sublinhar que "sempre disse" que o município "ultrapassou os valores médios da comunidade europeia":"95 por cento no abastecimento de água e mais de 85 por cento no saneamento básico".
Miguel Ginestal lamenta ainda que o rio Pavia, "a âncora do Programa Polis", esteja no estado em que está enquanto decorrem as obras de requalificação urbana do município. À incapacidade da ETAR de S. Salvador, que os socialistas avisam que "deve estar a funcionar a menos de 50 por cento", também é atribuída parte da poluição do Pavia. "É um dos fracassos emblemáticos da gestão municipal" - acusa o candidato.

domingo, setembro 04, 2005

Responda lá por esta reportagem

«Está a decorrer, até ao próximo dia 25 de Setembro, a secular Feira de São Mateus, um certame que tantas alegrias e tanto prestígio trouxe à nossa região. De alguns anos para cá, tem sido um definhar constante com a transformação de um lugar de apresentação da arte e do artesanato da região e não só, em um repositório de vendedores ambulantes, de quinquilharias chinesas e marroquinas, num espectáculo degradante, de meter dó. É incrível como se pode levar um certame destes a tanta degradação.Os expositores reclamamOs expositores não se conformam e reclamam que o "desastre" começou pela ocupação das "lojas" feitas de material tosco, com tábuas de pinho, sem portas e sem beiral o que os tem obrigado a dormirem, sem condições higiénicas, de espécie alguma, dentro das suas próprias lojas que apenas foram fornecidas com uma cortina de plástico e que não oferecem segurança nenhuma contra a actuação dos larápios.Jorge Carvalho, muito tempo vereador do PS, na Câmara Municipal de Viseu e trânsfuga para o PSD e eterno responsável máximo pelo certame, (com as regalias daí advindas), teria confidenciado que desconhecia a forma da sua confecção."Os feirantes reclamam que nunca viram stands de artesanato com uma cortina de plástico, tão toscos e sem segurança e reclamam que o recinto se transformou numa verdadeira feira de artigos de 5acategoria. Sugerem que onde se lê "loja de artesanato" se deva ler "barraqueiro de 3a feira".Os restaurantes sãoverdadeiras saunasA separação dos restaurantes, a cobertura dos mesmos e o excessivo calor que nele se faz sentir é outra das reclamações quer dos feirantes quer dos utentes. Sem ventilação transformam-se em verdadeiras "saunas" o que afasta a clientela e prejudica o negócio.Alguns comerciantes, expositores, mais atentos, referem que não percebem a forma como foram agrupados os vários negócios". "Os restaurantes, todos juntos, não ajudam a angariar clientela e o resultado está à vista: a maioria deles não está a facturar o suficiente sequer para pagar as extorsivas taxas de ocupação" – referiram.A Feira deSão MateusmorreuUm comerciante do ramo, que este ano se negou a participar do evento, foi mais longe: "a Feira de São Mateus, morreu. Existe apenas para dar suporte a meia dúzia de interessados que recebem altos salários e estão envolvidos numa série de interesses pessoais que nada têm a ver com o sucesso do certame. Este pouco importa.Viseu transformou-se num quintal particular onde os interesses dos munícipes colidem com os interesses desta gente.Fazem o que bem entendem, elegem os fornecedores que querem e depois dizem que não sabiam. Quem é que leva vantagem, nisto tudo? “Os feirantes não levam, concerteza" – afirmou. O acesso aos serviços de higiene também é largamente criticado na medida em que o WC está circunscrito a um canto da feira, longe dos stands. "Quando alguém tem que ir ao WC tem que fechar a "loja" e andar um caminho enorme. Pode ser, uma coisa destas? - referiu uma participante, escandalizada, com o baixo nível da feira.Do ponto de vista da afluência de público "este é o pior ano pois para além das pessoas estarem sem dinheiro, o baixo nível dos produtos, em exposição, também afastou os compradores, tradicionais frequentadores deste tipo de certame que não se revêem neste género de oferta"- refere um dos participantes, que arremata: "Veja o que se passa à sua volta. Fotografe. É fim de semana. Veja a gente que por aí anda. Aquela senhora do lado facturou hoje, até agora, 18 euros. Pode, um dia inteiro, facturar 18 euros? Veja aqueles stands, ali, a vender roupa a 2 euros. Pode uma feira destas, transformar-se nisto? Escreva lá, no seu jornal, que isto aqui, morreu. Pelo menos enquanto esta gente, que se julga dona de Viseu, não for corrida à vassourada. Entre tantas coisas que precisam ser feitas, no município, precisa resgatar este certame que já foi o orgulho de todos os beirões. A limpeza geral é necessária, porque não merecemos isto."H. N. » NOTÍCIAS DA REGIÃO

sábado, setembro 03, 2005

ATENTADO AO AMBIENTE EM OLIVEIRA DE BARREIROS- S. João de Lourosa III


Oliveira de Barreiros: 824 Habitantes ( Censos 2001)

Esgotos ao ar livre a correr na Ribeira da Torre. Inexistência de qualquer Estação de Tratamento de Águas Residuais.
Cheiro Nauseabundo.




Contaminação de linhas de água , poços e terrenos agrícolas adjacentes.
Natureza morta.

Quantia insuficiente

Alguns anos depois da cidade de Viseu ter acordado sobre a total ocupação dos parquímetros, tem lógica procurar-se fazer uma avaliação séria e objectiva acerca da viabilidade desta política de proliferação de mais um imposto sobre os cidadãos, neste caso sobre os automobilistas.

Na sua criação, os parquímetros assumiam-se como uma forma de desincentivar o uso de automóvel particular dentro das cidades com o objectivo de descongestionar o trânsito caótico do centro das grandes cidades promovendo com isso um melhor e mais saudável ambiente urbano.

No que respeita a Viseu, os parquímetros foram colocados sem prosseguir qualquer uma destas intenções. Fernando Ruas queria ter um parque de estacionamento subterrâneo. E para isso terá acordado com um consórcio privado a sua construção em troca da concessão de exploração dos parquímetros pelo mesmo. E assim Fernando Ruas teve a oportunidade de fazer uma inauguração majestosa do parque de estacionamento subterrâneo em véspera de eleições Autárquicas, valendo-lhe variadíssimos votos. O preço a pagar por esta obra foi por isso simples de fixar: taxas de parqueamento duas vezes superiores às praticadas em Aveiro. Os pagadores são também simples de identificar: os viseenses que todos os dias necessitam de se deslocar para o seu trabalho dentro da cidade. As consequências foram também simples: não há hoje um viseense que possa dizer que nunca se sentiu perseguido pelo controlo extremado da polícia sobre os parquímetros, chegando-se mesmo ao ponto de Viseu passar a ter uma polícia mais atenta e preocupada com quem se atrasa cinco minutos a colocar um tiquet no automóvel do que em zelar pela segurança das pessoas e com o descongestionamento das selváticas e infindáveis filas de trânsito.

Sendo assim, os parquímetros foram colocados com um só objectivo: o lucro rápido, fácil e gratuito, que nenhum viseense sabe ao certo quem serve e para que serve. E a prova disso é que Fernando Ruas coloca os parquímetros sem ter a preocupação de antes criar alternativas credíveis ao uso do automóvel particular. De facto, os transportes públicos de Viseu não servem. Existe uma carência enorme de carreiras, o intervalo de tempo entre elas é demasiadamente longo e até o preço praticado pelos STUV é muito superior à qualidade do serviço prestado. Senão vejamos, qualquer residente na freguesia de Côta demora um mínimo de uma hora a chegar à cidade de autocarro e para tal percurso paga cerca três euros. É demais: tanto o tempo de viagem como o preço. E é óbvio que quem puder usar o automóvel ligeiro fá-lo-á porque é mais barato e demora muito menos tempo, o que significa que quem usa hoje em dia os serviços dos autocarros não é por alternativa ao uso do automóvel ligeiro, mas por falta dele.

O pior de tudo é que isto revela uma profunda insensibilidade social por parte da Câmara Municipal de Viseu e por parte do seu Presidente Fernando Ruas. Acontece que ele espalha parquímetros por todo o lado, por todas as ruas e ruelas, ao mesmo tempo que mantém uma política de privilégio e de isenção para si mesmo e para a sua equipa de professores reformados, ao usufruírem ambos de lugares próprios junto à Câmara, onde tanto podem estacionar para resolver os assuntos pendentes das suas funções Autárquicas, como podem também estacionar para resolver os assuntos partidários na sede do PSD, que fica mesmo à frente. E é precisamente por manterem esta política de privilégio pessoal que os nossos autarcas não se apercebem do problema que é para quem trabalha dentro da cidade e reside fora dela resolver o seu problema de deslocação casa-emprego. É que, se os nossos autarcas não tivessem isentos do parqueamento dos estacionamentos, para se deslocarem para a sua sede de trabalho na Câmara Municipal de Viseu, e se quisessem evitar pagar parquímetros, a sua única solução seria estacionar junto à Universidade Católica, ou na Praça de Goa, ou na Avenida da Europa, ou no Bairro da Tevisil, e pouco mais.

Hipótese seria o uso do autocarro. Mas foi o próprio Presidente Fernando Ruas que disse que nunca usou os transportes públicos de Viseu numa reportagem da Rádio-no-Ar. Mesmo assim, Fernando Ruas não tem qualquer problema em afirmar constantemente que Viseu tem os melhores transportes públicos do Mundo, mesmo sem nunca os ter utilizado. Do mesmo modo que não terá qualquer problema em dizer a seguir que o problema do parqueamento dos estacionamentos não afecta ninguém em Viseu, mesmo sabendo que só diria isso porque mantém para ele uma política de isenção nos lugares públicos reservados para a Câmara Municipal. Por isso, existem em Viseu dois Concelhos. De um lado, o Concelho do Dr. Ruas e da sua equipa de professores reformados que, fechados sobre as quatro paredes dos seus gabinetes, não conhecem os problemas reais e concretos dos viseenses. Do outro, o Concelho propriamente dito, com os problemas dos velhos tempos à procura das soluções que se enchem em promessas estrategicamente feitas em véspera de eleições e que se esvaziam num nada absoluto logo a seguir.

É bom que se reflicta seriamente sobre o problema dos parquímetros em Viseu, principalmente para quem trabalha durante todo o dia dentro da cidade. E seria bom perguntar por que razão os parquímetros são tão selectivos ao ponto de fazerem selecção de moedas. Acontece que em Viseu se paga cerca de um cêntimo por minuto. Assim sendo, é óbvio que se algum viseense quisesse estacionar para, em cinco minutos, ir consultar o Multibanco, ou ir comprar um jornal ou ir até tomar o café da manhã, bastaria colocar uma moeda de cinco cêntimos que compraria o direito de ter aí o seu automóvel estacionado por cinco minutos. Todavia, ao colocar cinco cêntimos no parquímetro, o único direito que se ganha é o aparecimento de uma mensagem no visor do parquímetro a dizer “quantia insuficiente”. Significa isto que o Dr. Ruas conseguiu marcar a cidade de Viseu pela diferença. Tal como Aveiro começa a ficar conhecida como a cidade das “Bugas”, a cidade de Viseu começará por certo a ser conhecida como a cidade onde é proibido estacionar por cinco minutos. Se alguém quisesse inventar propositadamente um maior disparate, não conseguia.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Jobs for the Kids




Aqui está um possível projecto para o Dr. Fernando Ruas caso vencesse (o que não irá acontecer, felizmente). Dado o número já elevado de "jotinhas" da JSD com tacho na Câmara, ganho não por competência, mas pelo mágico cartão laranja, em função dos que se encontram agora em lista de espera, nunca poderia ser nada inferior ás famosas Torres de Shangai...bem dizem os mais recentes estudos que a "podridão" e o despesismo começa no poder local!!


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quinta-feira, setembro 01, 2005

Saldos de Verão

Dezoito horas e trinta minutos e o PS inaugurava a sua sede de campanha na rua da estação em mais uma iniciativa de campanha eleitoral.

Cem metros à frente, junto à fonte luminosa, o PSD fazia campanha, utilizando os meios camarários para alcatroar uma via que passou mais de quatro anos em lista de espera, com buracos e desnivelamentos numa das mais congestionadas vias da cidade.

Calendário escolhido: um mês antes das eleições autárquicas, numa estrada de acesso à Feira Franca, o que provocou um congestionamento de trânsito de dimensão inimaginável nessa zona da cidade.

Aí está a vocação de Fernando Ruas e do seu séquito de professores reformados. Mas até esses professores reformados poderiam ter tido a sensibilidade de não fazerem obras nas estradas que dão acesso à Feira Franca durante o mês de Agosto e Setembro.

A loucura deste Verão começou. A Câmara Municipal de Viseu entrou em saldos. Basta pedirem: alcatrão, saneamento, subsídios, o que quiserem. Aproveitem já que os saldos acabam a 9 de Outubro. Depois só volta a haver festa passados quatro anos.

quarta-feira, agosto 31, 2005

Multi(usos)

Se Viseu quisesse homenagear Fernando Ruas com um monumento alusivo à sua incompetência e à incompetência da sua equipa de professores reformados, o Pavilhão Multiusos, tal como foi concebido, seria um sério candidato a tão nobre e prestigiante homenagem pública.

É que, tal como o post anterior deste blogue exemplifica bem, este Pavilhão Multiusos tem como finalidade quase exclusiva a de servir de sede da Polícia Municipal. Aquela que porventura, deverá ser a maior esquadra de Polícia Municipal de todo o Mundo, com direito a registo no livro do Guiness.

Todavia, o Pavilhão Multiusos é o espelho de doze anos de governo municipal de Fernando Ruas e do seu séquito de professores reformados.

Numa primeira fase faz-se a obra. Numa segunda deixa-se apodrecer.

É o caso de um Pavilhão Multiusos sem uso nenhum.

É o caso de um Mercado 2 de Maio sem gente e sem animação.

É o caso de um Parque Aquilino Ribeiro abandonado e desleixado.

É o caso de um Parque do Fontelo em lista de espera.

É o caso de uma biblioteca municipal em que os utentes têm de se sentar nas cadeiras de criança do espaço juvenil.

É o caso de todas as infra-estruturas que se constróem com as contribuições fiscais provenientes do trabalho e do esforço de todos os munícipes e que, depois, apenas servem de abrigo a aranhas e ratazanas.

O desespero começou. As obras têm de ser justificadas. Como se não bastasse no site do Dr. Ruas aparecer como grande obra da cultura no nosso Concelho uma participação sua num Programa do Prós & Contras, ainda por cima querem agora enganar os viseenses dizendo que organizaram um jogo das Super-Stars da NBA no Pavilhão Multiusos, quando este se realizou no INATEL.

Onde não há obra tudo tem de ser inventado. Mas outra coisa não seria possível esperar de uma equipa de professores reformados e, sobretudo, de um vereador da Juventude cujo desempenho começa a por ser criticado, em primeiro lugar, pelos próprios submissos da JSD no seu blog "uma ideia por viseu".

Pavilhão do Desuso




Pavilhão Multiusos=Pavilhão do INATEL???

Compreendo a tentação do Dr. Fernando Ruas em colocar no seu site de campanha "exibição dos Globe Trotters no Pavilhão Multiusos", mas de facto o evento ocorreu no pavilhão do INATEL como todos devem estar recordados. No entanto a competência do responsável pelo site era tanta, que nem reparou nas letrinhas escritas no piso, caso elas não aparecessem poderia "enganar" os mais desinformados. Foi mais uma tentativa de justificar os milhões investidos num pavilhão que funciona pouco mais de mês e meio por ano, pavilhão Multiusos mais conhecido por Quartel da Policia Municipal, que é efectivamente o verdadeiro uso prático que tem. De lamentar também o facto de um pavilhão tão recente já "meter água" e estar cheio de infiltrações entre outros problemas. Para os mais esquecidos convém sempre recordar a forma trapalhona e negligente como a obra foi concluída com um acréscimo de custos elevado, mas sobretudo com os problemas estruturais que já surgiram.


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Começou

Ainda ontem aqui escrevi que tudo vale ao PSD para ganhar as eleições autárquicas. E que tanto assim é que os meios da Autarquia parece que serão colocados ao serviço do candidato Fernando Ruas. A semana passada foi a colocação de um cartaz do Dr. Ruas no mesmo local onde havia sido proíbida a fixação de cartazes do Bloco de Esquerda. Esta semana já começa a distribuição de dinheiros públicos aqui. A próxima semana será para tudo o que são Associações. Daqui a duas semanas o Dr. Ruas levará as pessoas idosas a dançar no "The day After". Daqui a três semanas, com o início do ano escolar, o Dr. Ruas levará as crianças ao circo ou a passear de comboio até Lisboa. Assim se faz política em Viseu. Aceitem tudo o que o Dr. Ruas vos quiser dar. Porque isso curiosamente só acontece em véspera de eleições autárquicas. Aproveitem agora: subsídios, equipamentos, passeios, o que quer que seja. Mas no dia 9 de Outubro votem PS.

terça-feira, agosto 30, 2005

Viseu, Senhora da Beira,Cidade Jardim?






Fotografias das Ribeiras de Teivas,Póvoa de Moscoso e Lourosa de Baixo

Agressões

«Os cartazes para as eleições autárquicas de Outubro estão na rua, estrategicamente colocados. Mas a estratégia nem sempre é a mais clara, como a que sucede na fotografia ao lado. Um cartaz do PSD, em Viseu, colocado em frente à Caixa Geral de Depósitos, local que o Bloco de Esquerda não conseguiu ocupar porque a câmara municipal, social-democrata, não autorizou. A colocação do “outdoor” “agride o ambiente urbano” - justificou a autarquia».

Dizer que a coisa correu mal ao Dr. Ruas é pouco, porque a coisa correu mesmo muito mal. Mostrou mais uma vez a ausência de cultura democrática que reina hoje na Câmara Municipal de Viseu, o mais implacável dos abusos de poder e o mais maquiavélico dos favorecimentos partidários.

Mas este episódio de lamentável conteúdo permitiu-nos reter um dado novo nestas eleições autárquicas. É que, a partir de agora, tudo vale para o PSD ganhar a Câmara. E tanto assim é que os meios da própria Autarquia já estão a ser colocados ao serviço dos interesses eleitorais do PSD, como revelou este episódio do cartaz do Rossio.

A candidatura do Dr. Ruas e da sua equipa de professores reformados tem manifestas dificuldades em conviver em democracia.

Já nas últimas eleições legislativas, os cartazes da JS viriam a ser removidos do Rossio pelos funcionários da Autarquia, por ordem directa de um dos professores reformados da equipa do Dr. Rua(s). E só viriam a ser removidos quando, por circunstância casual, os apoiantes do catastrófico Santana Lopes se começavam a concentrar no Rossio e as Câmaras de Televisão e os fotógrafos começavam a aparecer. No dia a seguir, no "day after", apareceram então, no mesmo sítio, cartazes do PCP que só viriam a ser removidos pelas 19 horas, depois de a JS o ter denunciado numa rádio local.

Situação pois, muito diferente, de uma visita de Durão Barroso a Viseu como líder da oposição, quando a JSD colocou rolos de papel higiénico por toda a Rua Formosa a propósito da Universidade de Viseu e que aí ficaram durante dezenas de dias, vindo apenas a ser retirados quando o CDS-PP aí colocou uma célebre frase que ninguém esquece "Olha quem fala. Foram só dez anos". E esses sim, eram uma autêntica agressão ao ambiente urbano.

domingo, agosto 28, 2005

Recolha de Resíduos: REBORDINHO II




Domingo 28 de Agosto, 16:30 h.
Lixo sem recolha há uma semana.

sábado, agosto 27, 2005

Atentado ao AMBIENTE em S. JOÃO DE LOUROSA I

Esgotos de Lourosa de Cima, Lourosa de Baixo e S. João de Lourosa são descarregados a céu aberto, directa e deliberadamente na Ribeira de Lourosa de Baixo.
Cheiro nauseabundo, e não reproduzível em imagem.

ETAR de LOUROSA DE BAIXO : Abandonada. Inactiva. A Incúria.

Atentado ao Ambiente em S. João de Lourosa II

Esgotos descarregados a céu aberto, directa e deliberadamente na Ribeira da Póvoa de Moscoso. Cheiro indescritível, porque nauseabundo.




ETAR da PÓVOA DE MOSCOSO: Abandonada . Inactiva. A Incúria.

sexta-feira, agosto 26, 2005

Obrigado, mas não havia necessidade!

Se dúvidas houvesse sobre a razão do voto no PS nas próximas eleições autárquicas, o "manifesto de apoio" ao Dr. Rua(s), redigido e subscrito aqui pela nova estrela do PSD/local, Almeida Henriques, não deixa espaço para qualquer dúvida.

O PSD está para as ideias para Viseu como o País está para a água: nota-se uma escassez profunda. E essa escassez leva a uma tragédia enorme que conduz ao desespero.

Almeida Henriques, que há mais de 8 anos que tem vindo a conduzir a sua acção política no sentido de se posicionar como sucessor de Fernando Ruas e futuro candidato à Câmara Municipal de Viseu pelo PSD, desafia no seu manifesto, subscrito apenas por ele próprio, cada cidadã(ão) «a efectuar um breve percurso sobre a história recente de Viseu», para assim tomar a decisão de apoiar o Dr. Rua(s).

Começa então a escrever este advogado de defesa do Dr. Rua(s) que «já não somos a única cidade do país que não é servida por qualquer auto estrada», como se fosse da responsabilidade do poder local a construção de auto-estradas. Não, Dr. Almeida Henriques, a construção de auto-estradas é da responsabilidade do poder central. E as auto-estradas construídas e ainda em construção têm um responsável chamado António Guterres, que contrariou por completo a lógica dos Itinerários Principais com uma via para cada lado. Ao PSD apenas coube a decisão de nelas colocar portagens, prejudicando gravemente a economia local e o desenvolvimento regional, e da qual o nome de Almeida Henriques está e estará sempre associado, como deputado do PSD eleito por Viseu que sempre preferiu colocar os seus interesses pessoais e partidários à frente dos reais interesses da população que o elegeu.

Mas este advogado de defesa do Dr. Rua(s) não fica por aqui e continua dizendo que «do ponto de vista cultural somos uma referência que tem como farol o Teatro Viriato». Mas o Teatro Viriato é mais uma obra do Eng. António Guterres. Se Almeida Henriques quisesse votar no Pai do Teatro Viriato, teria de se recensear no seu destino turístico que é Lisboa e aí votar em Manuel Maria Carrilho.

E acaba Almeida Henriques fazendo uma breve memória aos ensinamentos do seu avô que, segundo escreve a estrela do PSD/local, lhe dizia que “ quem bem fizer a cama, assim se deita nela ! ". E Almeida Henriques deitou-se na cama, e bem. Mas a sua conduta política leva-nos a concluir que ele se escondeu debaixo dos lençóis. Quando disse que se demitiria de deputado caso o Governo de Durão Barroso não criasse a Universidade Pública de Viseu. Quando contrapôs a conveniência do silêncio político quando o Governo de Durão Barroso anunciou a sua pretensão de colocar portagens no IP5 e no IP3. Ou seja, sempre que Almeida Henriques teve de escolher entre o seu percurso político e a população de Viseu, ele escondeu-se sempre debaixo dos lençóis, optando pelo seu percurso político mais do que tudo e do que todos.

Conforme se pode ler, Almeida Henriques justifica o apoio ao Dr. Rua(s) com obras do Governo e pior, com obras do Governo do Partido Socialista. É caso para dizer: "obrigado, mas não havia necessidade".

Por tudo isto, se Almeida Henriques chegar um dia, por milagre, a Presidente da Câmara Municipal de Viseu, eu juro, eu prometo, que mudarei de cidade. Emigro para Lisboa, para Espanha ou para Angola. Em Viseu é que eu não quererei ficar. Gosto demais desta cidade para a ver ser sistematicamente destruída por estas estrelas políticas.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Recolha de Residuos : a NEGLIGÊNCIA


REBORDINHO, Domingo, 21, às 14:30.
Quinta-Feira ,25 , às 19:30 , tudo na mesma....

quarta-feira, agosto 24, 2005

Placa identificativa de "Zona Escolar -As crianças são o Futuro" em S. João de Lourosa

Plano Municipal de Emancipação Jovem

O maior problema do Concelho de Viseu é a falta de oportunidades.

É a falta de oportunidades que leva, todos os anos, centenas de jovens a terem de emigrar para o estrangeiro.

É a falta de oportunidades que leva, todos os anos, centenas de jovens a terem de partir para os grandes aglomerados urbanos de Lisboa e do Porto.

É a falta de oportunidades de emprego, de negócio e de habitação que leva a que, todos os anos, se assista a uma autêntica fuga de jovens para outras cidades.

É este o maior problema que Viseu vive hoje e a maior angústia de qualquer família que vê as suas gerações mais novas partirem.

Na verdade, a fixação de jovens num Concelho está intimamente ligada às possibilidades de emancipação que esse Município proporciona à sua juventude. Por possibilidades de emancipação entendam-se todas as condições necessárias para que qualquer jovem possa iniciar uma vida condigna e autónoma, como seja o acesso a um emprego e a uma habitação.

Viseu precisa, inadiavelmente, de encontrar soluções que permitam combater a fuga de jovens do Concelho e promover a sua fixação. Para isso, torna-se necessário promover as condições de emancipação da sua juventude. Daí que me pareça que uma boa proposta para o Concelho seria a de definir um Plano Municipal de Emancipação Jovem que promovesse o acesso ao emprego e à habitação para jovens.

Neste contexto, a definição do Programa EMERGIR baseado na criação de uma incubadora de empresas para jovens, com contornos de modernidade e inovação, e assumindo a forma de centro comercial de empresas, com lojas comerciais num primeiro piso e com escritórios nos pisos sequentes, bem como com pequenas oficinas no espaço exterior, seria um projecto inovador e capaz de promover a criação de novos postos de trabalho para jovens, de estimular o empreendedorismo na juventude e de incentivar os jovens à iniciativa individual.

Esse centro comercial de empresas deveria ser equipado com um Centro de Atendimento ao Público, um Gabinete de Recrutamento e Selecção de Recursos Humanos e um Parque de Exposições, uma Loja do Jovem Empresário e um Gabinete para a Inserção na Vida Activa.

Todas estas instalações deveriam ser colocadas à disposição de jovens com idade inferior a 35 anos, ou a pessoas portadoras de deficiência independentemente da idade, de modo gratuito ou a um preço simbólico, mediante apresentação de estudo de viabilidade económica do projecto.

Por sua vez, para estimular o acesso de Jovens à primeira habitação, poder-se-ía criar o Programa HABITAR que deveria promover:

1. A criação de Cooperativas Municipais de Habitação Jovem em que, por um lado, o Município garantia a aquisição e infraestruturação dos terrenos e o apoio técnico necessário, e por outro lado, os promotores comprometer-se-íam a construir habitações de qualidade a preços inferiores ao do mercado livre, promovendo-se assim a construção a custos baixos e controlados de habitação destinada a jovens.

2. A Discriminação positiva nas taxas e licenças a aplicar sobre as habitações de indivíduos ou casais jovens com idade inferior a 30 anos;

3. O Aproveitamento dos centros históricos para promover a habitação jovem, a partir da isenção de taxas e licenças aos jovens que pretendam habitar casas localizadas nos centros históricos;

4. A Isenção total de taxas e impostos na reconstrução de habitações abandonadas e degradadas.

JS de Côta

terça-feira, agosto 23, 2005

JS de Côta

segunda-feira, agosto 22, 2005

O Novo Código de S. João de Lourosa II


O Novo Código da Estrada em S. João de Lourosa




Quem responde por este desleixo ?

Resposta: quem diz que responde pelo que faz...

sábado, agosto 20, 2005

Viseu Amiga das Aldeias!


Ora aqui está algo que o Dr. Ruas não conhece,
as ALDEIAS!

sexta-feira, agosto 19, 2005

O Pobre Rio PAVIA

Viseu, velha cidade mediaval, tem um amigo muito velho...

Qual massa disforme , o Rio Pavia, velho companheiro da sua amiga Viseu, teima em não sair do torpor...deixa que gozem com ele, tem leito cimentado á vista junto ao Largo da Feira...o pobre nunca mais se encheu de brios ( de água...queremos dizer) e por mais promessas que tem ouvido da sua "requalificação", não sabe o que isso é, está farto de tanta tanga...
Pobre rio ...que se foi...
Agora até ouviu dizer que vai ter uma ponte nova, com quatro faixas de rodagem...mas o que vê , são descargas de dejectos sobre ele ...
Ò coitado...chamem a sua comissão liquidatária cujo presidente é o Dr Ruas...e já agora o padre para lhe dar a extrema unção...
«OExecutivo da Câmara de Viseu recusou, ontem, por unanimidade, a proposta de aumento do valor do arrendamento mensal de dois espaços que tem abertos na Loja do Cidadão. Motivo o aumento "brutal" da nova renda proposta pelo Instituto para a Gestão das Lojas do Cidadão (IGLC) que ronda os 50%. O autarca viseense, Fernando Ruas, admite, em última instância, abandonar aquele espaço de prestação de serviços públicos».

A meu ver, o Presidente Fernando Ruas tem razão. É como tudo na vida. É como o aumento brutal das rendas pagas pelos comerciantes na edição deste ano da Feira de S. Mateus. É como tudo o que são impostos e taxas municipais fixadas pela Câmara Municipal de Viseu. É como o valor dos parcómetros no centro da cidade.

"Obra máxima, impostos máximos". Pois é! Pela boca morre o peixe!...

Palavras leva-as o vento

Por que razão, num Concelho onde têm de ser os próprios alunos do 1º ciclo a levar o papel higiénico para a escola, a Câmara Municipal de Viseu se dá ao luxo de bordar, em granito brilhante, os passeios de mais de 2 km da nova Avenida que liga a rotunda do Viso à rotunda do Palácio de Gelo?

Eis uma pergunta que, certamente, mereceria uma resposta do Presidente Fernando Ruas. Mas o slogan "Respondo pelo que faço" não passa de uma expressão elegantemente bem construída, com palavras bonitas e vistosas, mas que não encontram consequência nos 16 anos de mandatos ininterruptos de Fernando Ruas.

A última vez que ouvimos Fernando Ruas a ameaçar que seria consequente com as suas palavras, ainda o PSD era Governo e Durão Barroso Primeiro-Ministro. Foi ele próprio, juntamente com a nova estrela do PSD/local, Almeida Henriques, e com o Presidente da Distrital do PSD, Carlos Marta, propositadamente a Lisboa para ameaçar Durão Barroso que colocaria o seu lugar à disposição caso o Governo do seu Partido não criasse a Universidade Pública de Viseu nessa legislatura.

Foi essa a última vez que se ouviu Fernando Ruas ameaçar ser consequente com as suas palavras, ameaçando Durão Barroso de que se não criasse a Universidade em Viseu, teria de arranjar um outro Presidente de Câmara, possivelmente a nova estrela Almeida Henriques ou o catastrófico Américo Nunes.

Acontece que, entretanto, o Governo do PSD acabou, sem que porventura este tivesse criado qualquer Universidade Pública em Viseu.

A partir daí, só se poderia esperar uma atitude de Fernando Ruas. E essa atitude era muito simples: bastava pegar num papel, escrever demissão, com dois «esses», assinar e enviar em correio registado ao Presidente do seu Partido, não esquecendo de enviar uma cópia para Bruxelas.

Todavia, Fernando Ruas não quis responder pelo que fez nem, muito menos, pelo que disse. Tudo o vento levou: as palavras, a sua consequência e um pedido de demissão que não aconteceu.

Por tudo isto, o slogan de recandidatura de Fernando Ruas é profundamente hipócrita e demagógico. Não fosse o problema dos direitos de autor, e bem que o "slogan" de Fernando Ruas poderia ser "EU FICO".

quinta-feira, agosto 18, 2005

Gente Velha, Ideias Velhas


Há quem diga que, em eleições autárquicas, os partidos políticos pouco contam.

Há mesmo quem diga que, em eleições autárquicas, apenas se vota nas pessoas.

A meu ver, concordo plenamente.

O que está em causa nas eleições autárquicas de Outubro próximo é uma escolha entre duas pessoas e uma escolha entre duas equipas.

É uma escolha entre o candidato Miguel Ginestal, que protagoniza o futuro e a mudança política, e o candidato Fernando Ruas, que é um símbolo do passado e daquilo que se fez e não se fez em Viseu.

E é também, principalmente, uma escolha entre duas equipas. Deste modo, como a lista vencedora será aquela que conseguir eleger cinco vereadores, limitemo-nos a comparar os cinco primeiros nomes de cada lista.

Miguel Ginestal apresenta uma equipa nova e renovada, com pessoas com um percurso profissional brilhante e com um reconhecido mérito desenvolvimentista e futurista nas funções que desempenharam nas empresas ou nas instituições por onde passaram. Nenhuma delas passou despercebida ao olhar daqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar com elas.

É o caso do Eng. José Manuel Oliveira, é o caso da Dra. Conceição Matos, é o caso do Prof. António Amaro e é o caso do Eng. Teixeira de Almeida.

Por sua vez, Fernando Ruas apresenta, praticamente, a mesma lista de há quatro anos atrás que já era, porventura, a mesma lista de há oito anos atrás que também já era a mesma lista de há 16 anos atrás. A única medida renovadora desta equipa é a expulsão do Engenheiro Botelho Pinto, criando-se assim uma espécie de exclusivo de professores reformados nos primeiros cinco nomes da equipa de Fernando Ruas. Senão vejamos esta equipa: Fernando Ruas, Professor; Américo Nunes, professor; José Moreira Amaral, Professor; António da Cunha Lemos, professor; António Guilherme Almeida, professor.

Em cinco nomes, cinco homens, cinco professores e quatro reformados. O pior cenário que se pode imaginar é mesmo aquele que estão a ver. O PSD apresenta nestas eleições autárquicas uma equipa de professores reformados, uma espécie de sindicato de professorado criado propositadamente para reconquistar Viseu. É caso para dizer: Gente Velha, Ideias Velhas.

Num momento difícil de crise e de recessão económica em que não se vê uma luz ao fundo do túnel, em que se pedem todos os dias sacrifícios a todos os portugueses, em que um Estado se vê na inevitabilidade de aumentar os impostos e de alargar os anos de reforma da função pública, o Presidente da Associação Nacional de Municípios, que deveria ser um exemplo para todos os autarcas, dá este péssimo exemplo de apresentar uma lista de professores reformados de duplo vencimento.

É por esta e por outras como esta, que aqueles iluminados lá de Lisboa até têm razão ao quererem limitar os mandatos dos autarcas e acabar com a inacreditável situação de duplo vencimento destes, não é Dr. Ruas?

quarta-feira, agosto 17, 2005

A alternância política é um imperativo da regeneração democrática. O poder, quando acumulado demasiado tempo nas mãos do mesmo homem, nas mãos das pessoas que oportunamente o seguem e nas mãos de um só partido, corrompe iniludivelmente aquela que deveria ser a mais nobre das actividades do ser humano: a política.

Quanto maior é esse poder, menor é a cultura democrática de quem o exerce e mais propício se torna o tráfico de influências e a lógica do favorecimento partidário.

Nas eleições de Outubro próximo, o PSD apresentar-se-á a sufrágio com 16 anos de governação municipal ininterrupta. Nesses 16 anos, o poder laranja criou em Viseu uma rede de interesses de dimensão inimaginável, uma clientela gigantesca que asfixiou a sociedade e sufocou a iniciativa privada.

Por isso, a mudança não é hoje nem útil nem necessária, mas tornou-se indispensável e inadiável.

Mudar? Depende de si.

segunda-feira, agosto 15, 2005

Vamos lá embora !

Alternância política.
È necessária. Urge.
Basta de 16 anos do mesmo !
Estive a semana passada em França, o país da Liberdade.
Vamos lá todos a arregaçar as mangas !
È por todos.
È por Viseu!

Está na hora!!